quarta-feira, 19 de maio de 2010

Hora de Brasília


Parece que o cenário político com relação as eleições presidenciais de outubro fica mais claro e mais identificado. Isto porquê, após a colocação das candidaturas, não se sabia bem como elas iniciariam a corrida. Dilma parece demonstrar mais fôlego do que a oposição desejava. Apesar dos tropeços iniciais, ela assume a dianteira das pesquisas, o que também era previsto em razão da campanha maciça feita pelo presidente Lula e a máquina governamental além do tempo maior de exposição. E o público eleitor do PT parece estar entendendo a mensagem: não é por Dilma e sim pelo que ela representa, a continuidade de Lula. Tem dado certo e Dilma não tem poupado esforços e está fazendo aquilo que se recomenda de um candidato que quer vencer: bater pernas atrás dos votos.

Dilma está inclusive explorando um filão fantástico que é o rádio cujo público é fiel e atento. Vai também em programas populares de televisão e o resultado parece que está surgindo. Serra precisa se expor mais e percorrer caminhos idênticos mesmo que o seu eleitor também seja fiel e não tem dúvidas entre ele e a candidata do PT. Mas nenhum deles será eleito apenas pelos seus fiéis e por isso é preciso conquistar o resto. A candidata Marina Silva dá uma passo importantíssimo ao definir o seu vice, o empresário Guilherme Leal, presidente da Natura, uma empresa brasileira mas que já é multinacional e dá sim um sentido mais objetivo a uma candidatura que muitos consideram perfeita para um mundo imperfeito. Sem dúvida que neste aspecto Marina sai na frente, a decisão é correta e se ela também mantiver a agilidade de quem corre por fora, pode ser impressionantemente decisiva nesta eleição.

Não é por outra razão que os dois principais candidatos querem decidir já no primeiro tempo ou primeiro turno. Deixar para os pênaltis é aposta de risco.

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